domingo, 23 de setembro de 2012

ABJ - Associação Brasileira dos Jornalistas, 3 anos de vitórias.


Sexta Feira, Julho, 26


Ao sonharmos 12 anos atrás com o direito a liberdade de exercício profissional do jornalismo, sem a obrigação de ter um diploma, não sabíamos como atingir este desejo. O MPF foi decisivo ao encampar nossa causa por ver que existia legalidade em nosso desejo de sermos jornalistas mesmo sem diploma.

Criamos o MDJSD - Movimento em Defesa dos Jornalistas sem Diploma e passamos anos articulando os colegas para ajudar a convencer a opinião publica e realizando tudo que pudesse ajudar a atingir nosso sonho maior.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO E EXERCÍCIO PROFISSIONAL

Em 2009 finalmente o STF julgou em ultima instancia e declarou que o jornalismo poderia ser exercido sem diploma, dias depois nosso movimento reunido em Brasilia fundou a ABJ - Associação Brasileira dos Jornalistas, em 26-07-2009.

HÁ 3 ANOS ATRÁS !!!

Mesmo ainda tramitando duas PECs com o objetivo de que a obrigação do diploma retorne, todos os colegas que tiveram seus direitos assegurados nunca mais podem retornar a situação de ilegalidade. caso as PECs sejam aprovadas estamos prontos a reagir e novamente questionar no STF a legalidade, porem o direito adquirido jamais retroage o que garante a todos os colegas que hoje exercem sua profissão segurança jurídica.

O objetivo maior de fundar a ABJ vem se realizando ou seja unir forças para representar e defender a classe dos jornalistas com ou sem diploma nunca fazendo nenhuma discriminação

PARABÉNS A TODOS AQUELES QUE SONHARAM E HOJE VIVEM A PROFISSÃO QUE ESCOLHERAM POR VOCAÇÃO INDEPENDENTEMENTE DE TER OU NÃO UM DIPLOMA.

Fonte: ABJ

sábado, 22 de setembro de 2012

Guarda Revolucionária do Irã diz acreditar que Israel começará guerra

22/9/2012 17:30, Por swissinfo.ch - O portal suíço de notícias
Montagem/247

Guarda Revolucionária do Irã diz acreditar que Israel começará guerra

Por Yeganeh Torbati

DUBAI, 22 Set (Reuters) – Israel irá além das ameaças e vai atacar o Irã, disse o comandante da Guarda Revolucionária do Irã, neste sábado, segundo a agência de notícias dos estudantes iranianos (Isna).

À medida que aumenta a especulação de que Israel poderia lançar ataques aéreos contra o Irã antes das eleições norte-americanas em novembro, Mohammad Ali Jafari disse durante uma entrevista coletiva que o Estado judeu seria destruído se tomasse tal atitude.

“Suas ameaças só provam que a sua inimizade com o Islã e a revolução é séria, e, eventualmente, essa inimizade vai levar ao conflito físico”, disse Jafari quando perguntado sobre as ameaças israelenses de atacar as instalações nucleares do Irã, reportou a Isna.

“Estamos fazendo todos os nossos esforços para aumentar a nossa capacidade defensiva, de modo que se houver um ataque… poderíamos nos defender e defender outros países que precisem da nossa ajuda, com alta capacidade defensiva.”

Os comentários de Jafari, feitos durante uma exposição militar da Guarda Revolucionária Iraniana, acontecem num momento em que os líderes israelenses aumentaram a sua retórica contra o Irã.

“A guerra vai acontecer, mas não está claro quando ou onde será”, declarou Jafari, no sábado. “Neste momento, eles veem a guerra como o único método de confronto.”

Israel, que bombardeou um reator nuclear iraquiano em 1981 e lançou um ataque semelhante contra a Síria em 2007, ameaçou fazer a mesma coisa no Irã se os esforços diplomáticos não conseguirem parar a atividade nuclear que eles acreditam que visa obter capacidade de armas.

O Irã, que alega que seu programa nuclear é para fins pacíficos, já disse que poderia atacar bases militares dos EUA na região, assim como Israel, se for atacado.

“Se eles (Israel) começarem algo, serão destruídos e será o fim deles”, disse Jafari, de acordo com a Isna.

Fonte: Jornal Correio do Brasil

domingo, 16 de setembro de 2012

Papa pede a líderes árabes que trabalhem pela paz no Oriente Médio

Por Dominic Evans e Erika Solomon
domingo, 16 de setembro de 2012 10:42 BRT


Papa Bento XVI chega ao Líbano, onde ficará três dias - Jamal Saidi/Reuters
Jamal Saidi/Reuters


BEIRUTE, 16 Set (Reuters) - O papa Bento 16 pediu aos líderes árabes neste domingo, em uma missa a céu aberto no Líbano, que trabalhem pela reconciliação em um Oriente Médio dividido pela guerra civil na Síria e enfurecido por causa de um filme que zombava do profeta muçulmano Maomé.

"Que Deus conceda a seu país, à Síria e ao Oriente Médio o dom de corações tranquilos, o silêncio das armas e o fim de toda a violência", disse o papa em uma oração depois da missa, que, segundo os organizadores, recebeu 350.000 pessoas.

Ativistas dizem que mais de 27.000 pessoas foram mortas no levante de 18 meses de maioria sunita da Síria contra o presidente Bashar al-Assad.

Poucos cristãos, que formam 10 por cento da população da Síria, integraram o levante, temendo que isso possa trazer muçulmanos hostis ao poder em uma luta a apenas 50 km a leste da missa de Bento 16 em Beirute.

Dirigindo-se aos fiéis em frente ao Mar Mediterrâneo, perto da linha de fronteira da guerra civil do Líbano de 1975-1990, o papa disse que o povo libanês "conhecia bem demais a tragédia do conflito e... os gritos das viúvas e dos órfãos".

"Faço um apelo aos países árabes que, como irmãos, possam propor soluções viáveis respeitando a dignidade, os direitos e a religião de cada pessoa humana", disse o pontífice de 85 anos.

A paz entre as facções beligerantes e entre os vários grupos religiosos no Oriente Médio foi um tema central de sua visita ao Líbano, junto com seu pedido para que os cristãos não deixem a região apesar da guerra e da pressão crescente de radicais islamistas.

"Em um mundo onde a violência sempre deixa para trás seu rastro sombrio de morte e destruição, servir à justiça e à paz é extremamente necessário", disse o papa.

Fonte: Reuters Brasil

sábado, 8 de setembro de 2012

Ganha força o movimento de Juristas para derrubar a Reforma do Código Penal, por prejudicar Jornalistas e favorecer grupos de práticas Terroristas, entre outras aberrações jurídicas.

"Ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior afirma que a proposta 'não tem conserto'"



Querem evitar a comparação acima.
SÃO PAULO - Setores da comunidade jurídica organizam um movimento para derrubar o projeto de reforma do Código Penal que tramita no Senado. Um dos articuladores do grupo, o ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior afirma que a proposta "não tem conserto" e, com um manifesto de mais de três mil assinaturas, pede seu "sobrestamento". Um dos organizadores do manifesto é o advogado René Dotti, que deixou a comissão de juristas que assessorava o Senado por discordar do andamento da reforma.

— São aberrações jurídicas. O conjunto está comprometido. Não se pode fazer emenda para resolver. O projeto foi feito no afogadilho e o professor Dotti se afastou diante desse açodamento — disse Reale na quinta-feira, em entrevista por telefone ao GLOBO.

Ao documento lançado pelo Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim), pelo Instituto Manoel Pedro Pimentel, da USP, e pelo Insituto Transdisciplinar de Estudos Criminais (ITEC), somam-se nomes como o do subprocurador-geral da República Juarez Tavares e do jurista Geraldo Prado. As críticas se referem ao conteúdo geral do projeto e à falta de interseção com a comunidade jurídica e com a própria sociedade. Os juristas consideraram muito curto o prazo de sete meses de desenvolvimento do projeto e afirmaram que foram poucas as audiências públicas organizadas para a elaboração da reforma.

São muitos os pontos criticados no texto final apresentado pelo Senado:

— Eliminou-se o livramento condicional, retirando um instrumento consagrado, utilizado há mais de um século no mundo. A proposta vai aumentar o encarceramento no país. Mas, ao mesmo tempo em que prevê o endurecimento de leis, também provoca a sua fragilização. Institui a barganha (em que acusado e defesa concordam), acabando com o processo penal e aplicando a pena mínima para qualquer crime. Com isso, na barganha, fica proibido que o réu vá para o sistema fechado (prisão)— exemplifica Reale.

Outro problema apontado pelo jurista diz respeito a movimentos sociais, como o MST:

— Os movimentos sociais foram excluídos de serem enquadrados em crimes de terrorismo.

O manifesto da comunidade jurídica aponta ainda para outra incongruência. A pena para a omissão de socorro a um humano é 12 vezes menor que a omissão de socorro a um animal. "Em síntese: para uma criança abandonada ou uma pessoa ferida (abandonada) a pena mínima é de um mês ou multa e em relação a qualquer animal é de um ano, ou seja, 12 vezes superior", diz o texto, que chama o projeto do novo código de "Projeto Sarney", em referência ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP):

— Tudo foi apressado. Sarney quer se imortalizar como autor do projeto— critica Reale, que apontou ainda outros problemas: — A cada passo temos uma surpresa. Agora, todo homicídio ficou qualificado e a eutanásia poderá ser praticada, com perdão judicial, por qualquer parente de paciente em estado grave, sem a exigência de um atestado médico.

Professora de Direito do Largo São Francisco, da USP, Janaina Conceição Paschoal também rejeita o projeto.

— Não consigo ver no projeto nenhum benefício para a sociedade e para a segurança pública. Os artigos 137 e 140 aumentam a pena para difamação. Com isso, um jornalista pode pegar até quatro anos de pena. Nem na ditadura as penas para os jornalistas eram desse porte. No que o Brasil melhora assustando seus jornalistas?— pergunta ela. (Grifos nosso)

O GLOBO tentou falar com o vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Gilson Dipp, coordenador do grupo que assessorou o Senado, mas ele esteve em reuniões durante todo o dia e não atendeu a reportagem. Também tentou falar com o relator da comissão, o procurador da República Luiz Carlos dos Santos Gonçalves, mas não conseguiu localizá-lo.

Fonte: O Globo

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Esforços pela Paz solenemente ignorados pela Máquina de Guerra.



Movimento Não Alinhado Teerã Irã cúpula Síria Egito
EPA
 Jornalista Ricardo Ribeiro

      Desde a influência do Oficial Inglês T. E. Lawrence, o lendário Lawrence da Arábia, sobre o mundo Árabe na 1ª Guerra Mundial prometendo-lhes soberania e libertação do Império Otomano em troca de fidelidade aos interesses Ocidentais posteriormente frustradas, nunca se viu conspirações tão acirradas entre o Ocidente versus Oriente. Liderado pelo trio Anglo-Americano-Israelo x Russo-Sino-Persa, o conflito que ora extrapola os limites da diplomacia adentrando aos preparativos de uma ingerência bélica de larga escala iminente, avança após esgotar, aparentemente, as negociações intermediadas pela ONU, e mesmo prosseguindo com seu aval, tais esforços são solenemente ignorados pela OTAN, aos moldes da criminosa e histórica invasão ao Iraque.

Além de ignorar os esforços lídimos empreendidos pelo Brasil e Turquia que fizeram o Presidente Iraniano sentar à mesa de negociações nucleares, sendo este o propalado desejo dos EUA, o Tio Sam paradoxalmente ressentido e enciumado por perder influência no Oriente Médio frente ao Carisma nato da diplomacia Tupiniquim, resolve desqualificá-la e descredibilizá-la, por não conseguir o mesmo sucesso com os Aiatolás. Seguindo sua Agenda Intervencionista, o Governo Obama ignora  a reunião em andamento dos líderes dos países do Movimento Não-Alinhado que ocorre em Teerã durante seis dias (26-31 de agosto) da cúpula da organização. Representantes de mais de uma centena de países chegaram ao Irã, 36 deles são presidentes, vice-presidentes ou primeiros-ministros, segundo o Jornal Pravda que intitula seu artigo: “Diplomacia Iraniana Triunfa.” Uma notícia amarga para os Falcões de guerra de Israel, cujas pretensões bélicas contra a Pérsia são rejeitadas em torno de 58% pelo estado judeu, incluindo ex-diretores do Mossad, conforme Revista Época.


Israelenses em Campanha: "Iranianos, nós amamos vocês"
Manifestação em Israel: "Bibi, não bombardeie o Irã!"

Segundo o editorial russo, "O Movimento Não-Alinhado é uma organização que surgiu na época da Guerra Fria, quando era necessário, sem associação a quaisquer blocos militares, conduzir uma linha política independente. É claro que, na altura, os países não conseguiam realizar isso por completo. No entanto, esse movimento foi realmente influente. Mas agora já não há unidade nas suas fileiras." O Irã inicia sua presidência de três anos a frente desta Organização Internacional e já vê milagres surgindo, como a disposição do Egito em negociar uma saída junto ao país persa, para a crise na Síria, após 30 anos sem relações diplomáticas com Teerã, ainda que outros países do Golfo Pérsico sob satélite Americano não endossem tal posicionamento.

O Irã teria produzido seu próprio plano para resolver a situação, afirma o periódico russo, e que o mesmo é muito semelhante ao plano do ex-enviado especial da ONU e Liga Árabe, Kofi Annan. A diferença é que os iranianos propõem negociar não com todas as partes em conflito, mas apenas com o atual governo e a oposição interna. Não tem direito a voto a Oposição Externa pois, o argumento deles é que a mesma está longe das reais expectativas do povo sírio.

A discussão dos participantes da cúpula sobre todas estas propostas, ocorrerá na presença do secretário-geral da ONU. “Sua visita foi mais uma surpresa do evento. Ban Ki-moon decidiu participar na cúpula do Movimento, apesar das objeções dos Estados Unidos, Canadá e Israel. Ele escolheu pessoalmente discutir com os líderes dos países participantes a questão do programa nuclear do Irã, as questões de direitos humanos e outros itens da agenda atual.” Encerra o editorial russo.
 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Maioria do STF condena João Paulo Cunha por corrupção e peculato


Com o voto de Gilmar Mendes na tarde desta quarta-feira, a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) - 6 do total de 11 - decidiram pela condenação do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) pelos crime de corrupção passiva e peculato. Até o encerramento do julgamento, que deve se estender ao longo deste mês, os ministros ainda podem modificar suas posições.

"Os R$ 50 mil nunca foram objeto de acerto de contas do réu com o PT. O dinheiro não foi contabilizado nas contas do partido", disse Mendes ao reforçar a posição do relator do mensalão, Joaquim Barbosa, de que Cunha sabia da origem do dinheiro sacado por sua mulher em uma agência do banco Rural. O deputado é acusado de receber R$ 50 mil para facilitar a vitória da SMP&B, agência de Marcos Valério, em uma licitação realizada pela Câmara entre 2003 e 2004, quando presidia a Casa.

Até a tarde desta quarta, o ex-presidente da Câmara havia sido condenado por seis dos oito ministros que já votaram. Seguiram a mesma posição de Mendes e Barbosa em relação aos crimes de corrupção e peculato, os ministros Luiz Fux, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Cezar Peluso. Este último, que deixa a Corte no próximo dia 3 por completar 70 anos, ainda antecipou a pena do réu para 6 anos de prisão em regime semiaberto. Peluzo também recomendou a perda do mandato parlamentar.

Gilmar Mendes ainda votou pela condenação de Cunha pelo crime de lavagem de dinheiro, posição que não foi seguida pelo seu atencessor. Peluzo disse que, apesar de ter recebido os R$ 50 mil, não foi confirmado o ato de lavagem do recurso pelo deputado. Já Mendes justificou sua posição, na mesma conduta do relator, afirmando que "se fazem presentes os elementos do tipo lavagem de dinheiro".

Os efeitos do julgamento já são visíveis na campanha de João Paulo à prefeitura de Osasco (SP). A expectativa dos petistas da cidade é que o deputado seja condenado e, com isso, irá anunciar a retirada da candidatura.  

O mensalão do PT

Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e que ficou conhecido como mensalão. Segundo ele, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após o escândalo, o deputado federal José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e retornou à Câmara. Acabou sendo cassado pelos colegas e perdeu o direito de concorrer a cargos públicos até 2015.

No relatório da denúncia, a Procuradoria-Geral da República apontou como operadores do núcleo central do esquema José Dirceu, o ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, e o ex- secretário-geral Silvio Pereira. Todos foram denunciados por formação de quadrilha. Dirceu, Genoino e Delúbio respondem ainda por corrupção ativa.

Em 2008, Sílvio Pereira assinou acordo com a Procuradoria-Geral da República para não ser mais processado no inquérito sobre o caso. Com isso, ele teria que fazer 750 horas de serviço comunitário em até três anos e deixou de ser um dos 40 réus. José Janene, ex-deputado do PP, morreu em 2010 e também deixou de figurar na denúncia.

O relator apontou também que o núcleo publicitário-financeiro do suposto esquema era composto pelo empresário Marcos Valério e seus sócios (Ramon Cardoso, Cristiano Paz e Rogério Tolentino), além das funcionárias da agência SMP&B Simone Vasconcelos e Geiza Dias. Eles respondem por pelo menos três crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

A então presidente do Banco Rural Kátia Rabello e os diretores José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório foram denunciados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. O publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, respondem a ações penais por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) Luiz Gushiken é processado por peculato. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi denunciado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) responde a processo por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia inclui ainda parlamentares do PP, PR (ex-PL), PTB e PMDB. Entre eles o próprio delator, Roberto Jefferson.

Em julho de 2011, a Procuradoria-Geral da República, nas alegações finais do processo, pediu que o STF condenasse 36 dos 38 réus restantes. Ficaram de fora o ex-ministro da Comunicação Social Luiz Gushiken e do irmão do ex-tesoureiro do Partido Liberal (PL) Jacinto Lamas, Antônio Lamas, ambos por falta de provas.

A ação penal começou a ser julgada em 2 de agosto de 2012. A primeira decisão tomada pelos ministros foi anular o processo contra o ex-empresário argentino Carlos Alberto Quaglia, acusado de utilizar a corretora Natimar para lavar dinheiro do mensalão. Durante três anos, o Supremo notificou os advogados errados de Quaglia e, por isso, o defensor público que representou o réu pediu a nulidade por cerceamento de defesa. Agora, ele vai responder na Justiça Federal de Santa Catarina, Estado onde mora. Assim, restaram 37 réus no processo.
Fonte: Terra
29 de agosto de 2012 17h26 atualizado às 17h38

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Professor de Jornalismo dá um efusivo "Bem-vindos!", aos Jornalistas sem Diploma.

Queridos novos colegas,

Sejam bem-vindos. Vocês podem estar se sentindo um pouco rejeitados, mas nem todos os jornalistas estão aborrecidos com a notícia de que teremos novos colegas de trabalho agora. As reações mais violentas, acreditem, escondem amores obtusos, paixões desmesuradas e, quem sabe, até uma ponta de inveja. Estou particularmente feliz com a chegada de vocês ao nosso mercado profissional. Já era hora de nos encontrarmos com novas pessoas, novas ideias e novas abordagens em nosso dia-a-dia. Tanto barulho, não se iludam, não significa nada relevante. É apenas barulho e passa. A vida de jornalista, acreditem, não tem o glamour dos filmes e nem nós, o charme de um Clark Kent. Aliás, nem super-homens somos e com tanto trabalho em frente - não falta notícia no mundo, vocês verão - já era tempo de recebermos uma ajuda nesta difícil missão de informar nossos públicos sobre o que se passa além do portão de seu jardim.

Esta carta de boas vindas é sincera e espero que seja útil agora e no futuro. Quando chegarem às redações e assessorias de imprensa, certamente alguém tratará de menosprezá-los, porque, dirão, vocês não têm diploma. Isso não os faz menos jornalistas, porque nada relevante pode ser mudado apenas com um pedaço de papel. Vocês podem lhes responder, ou não. A melhor maneira de oferecer uma resposta a eles é praticando algo que muitos de nós não conseguimos: competência, ética, frescor e novas ideias. A profissão de jornalista é muito chata. Engana-se quem pensa serem as redações ambientes de reflexão, de engajamento e de sinceros desejos de mudança. São lugares cheios da poeira simbólica da imobilidade e do conformismo. Será uma boa oportunidade para vocês mostrarem a nós, jornalistas com diploma, que estivemos absolutamente equivocados nesse tempo todo e que há outras e melhores maneiras de exercer a nossa profissão.

Desconfiem sempre de tudo. Desconfiem se alguém lhes disser que a verdade é uma só. A verdade, caros colegas, são muitas. Há a verdade da vítima e a do assassino, há a verdade do político e do eleitor, há a verdade do patrão e do empregado. Vocês não têm que escolher uma delas, apenas dar espaço a todas. Se alguém disser que vai lhes ensinar a exercer a profissão - afinal, vocês são focas em nosso ofício - recusem. Recusem com elegância e digam ao seu interlocutor que é ele que pode aprender com vocês.

Chegará a hora que perguntarão se vocês podem fazer serão. Digam não. Se podem cobrir o final de semana do aniversário de sua filha ou de sua mãe, digam não. Se vocês podem retornar das férias porque o Papa morreu. Digam não. Até hoje, dissemos sim a tudo isso porque somos idiotas. Vocês, não. Vocês pertencem a um mundo real em que o Papa é menos importante que uma garrafa de cerveja gelada em Fortaleza ou que a esplêndida vista panorâmica de Londres que se tem a partir do Greenwich Park aos domingos. Ensinem para nós e para nossos patrões que a cobertura do jogo de futebol do São Paulo é menos importante que o aniversário de dois anos de sua filha, a não ser que você seja são-paulino e sua filha também.

Confesso, a coisa mais importante que me aconteceu durante os quatro anos de faculdade não foram as aulas de jornalismo que tive. Foram as pessoas que eu conheci e o que elas puderam me ensinar, fossem ou não professores. Aproveitei muito as aulas porque prestava atenção aos meus mestres e meus colegas. Eu sou professor de Jornalismo em uma faculdade e vejo, com freqüência, muitos jovens estudantes saírem do curso superior pior do que entraram. Quando chegavam à faculdade, diziam que desejavam ser jornalistas porque a profissão os encantava, porque gostavam de escrever e aspiravam por um mundo melhor. Quando saíam, falam apenas em salário, em fama e em emprego. Quatro anos de faculdade podem transformar as pessoas. Em muitos casos, para pior.

Com ou sem faculdade, algo é muito importante: aprender. Aprendam com suas fontes, aprendam na rua, aprendam com seus vizinhos, aprendam com os grandes mestres - Joel Silveira, Gay Talese, João do Rio, Nelson Rodrigues, Cartier-Bresson e tantos outros. O "Fama e anonimato" tem mais lições que 400 anos de faculdade. Quando vocês tiverem dúvidas, ouvirão duas vozes. Preste atenção àquela que fala mais baixo. Pode ser um mestre falando com vocês.

Há três coisas que não podem ter, nunca: pressa, opinião e preferências. Tirem essas palavras de seu dicionário, elas não importam. Não se sintam ameaçados se alguém publicar a informação antes de você. Sua responsabilidade deve ser publicar melhor que ele. Seus patrões não vão concordar com você, mas tente convencê-los. O mundo está muito apressado, as pessoas estão correndo demais e ninguém sabe exatamente para onde. Sua função é diminuir o ritmo, puxar o freio de mão do planeta e fazer com que prestem atenção àquilo que ninguém vê.

Outra coisa: vocês não têm mais partido político, preferência sexual, time de futebol ou religião preferidos. Na frente da urna, na sua cama, na sua casa ou na igreja, sim. Esses são os únicos lugares em que vocês devem manifestar aquilo que pensam. Para seus leitores, telespectadores ou ouvintes, isso não importa. A única coisa que importa é a honestidade com os fatos. Não tentem empurrar a ninguém suas leituras particulares do mundo. O mundo é muito grande e suas leituras, muito pequenas dentre as bilhões de outras interpretações possíveis.

A partir do momento em que se tornarem jornalistas, vocês assumem um compromisso real com seus leitores, telespectadores ou ouvintes. Vocês não devem ter obrigação com seus patrões, com suas fontes ou com seus colegas, mas um contrato apenas com seus públicos.

Esqueçam essa besteira de diploma. Sentem-se aqui, ao nosso lado, e nos ajudem a recuperar aquilo que há tempos perdemos: o essencial.

Cannes, 26 de junho de 2009.

Rodrigo

Fonte: PortalImprensa